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16 de setembro de 2017

Do "eu te amo" ao "..."

Via Lindsay Woods.

Oi, tudo bem? Prazer, meu nome é ana. Eu gosto de beijos intensos e abraços apertados. Você pode chegar um pouco mais perto? Isso, assim, que beijo gostoso, mas qual é, você pode fazer melhor. 

Oi, amor, bom dia, dormiu bem? Estou com saudade, pode me ligar? Quero ouvir sua voz, estou precisando tanto do seu carinho. 

Mas, por que você tem que ser assim? Você nunca me entende! Você nunca está aqui por mim, nunca faz nada por nós dois, eu nunca tenho o suficiente. Preciso que você faça algo por nós, eu sinto que estou amando por nós dois, parece que estou subindo uma enorme escada, tentando carregar você nos meus braços.
Mas, eu não aguento sozinha. 

Bom dia, pedro, como você está? Desculpa se, às vezes, sou cruel com você, mas eu estou tão machucada, precisando que você faça alguma coisa pra me ajudar, nos ajudar. 

Oi, amor, como está? Dormiu bem? Sonhei com você essa noite, estou indo aí te ver. Beijos. Te amo. 

Oi, amor, como você... O que é isso? Quem é ela? Eu sabia!!! Sempre soube! Agora vai dizer que não tem nada a ver? Sério? Vai à merda!!!

Boa noite, tudo bem? Meu nome é ana. Prazer te conhecer, fábio, você tem um sorriso lindo. 

Léo, bom dia, tudo bem? Está em casa? Tô indo aí. 

Estava sentindo sua falta... Do seu cheiro, do seu beijo. Espera um pouco, meu telefone tá tocando:
Oi, pedro, o que foi? Não.  Estou ocupada. Não quero falar com você, eu já vi o suficiente. 

Léo, preciso de um daqueles tratos, vem aqui?!!

Ah, pedro, AGORA você me ama? Depois do que você fez? Vá dá amor praquela puta sem cliente! Afinal, ela sempre esteve pronta pra você, doidinha pra lhe dar. 

Mãe, eu não aguento mais. Eu gosto dele, mas ele me machucou demais! Pois é, ele tá merecendo que eu faça dele o pior idiota dessa cidade, mas eu não consigo. Sou boa demais pra fazer qualquer coisa, mas eu não...

Porra, pedro!! O que você quer? Ama o caralho! Se amasse não teria ido atrás de colo de puta! Eu tinha te avisado. Eu avisei. E quer saber, eu te amo muito, mas eu quero que você se arrombe! Foda-se!!!

- texto escrito para o Projeto 16 on 16, o tema desse mês é "a fluidez dos relacionamentos atuais". Leia os demais posts em:

1 de setembro de 2017

Lado C: O Que Tenho Dito Desde Então





Da última vez eu estava muito confuso, afinal, duas das coisas fáceis de confundir são:
1. Amar uma pessoa;
2. Medo de estar sozinho.
Ela me ligou chorando depois de ler todas aquelas coisas cruéis.
- A verdade dói mesmo. – Ela disse, entre soluço e outro.
- Você nunca se sentiu assim? – Perguntei, comedido, esperando que ela me entendesse, porque sempre foi difícil quando ela chorava.
- Como? – Ela fungou, provavelmente enxugando os olhos e o nariz.
- Como se o mundo o tempo todo fosse injusto com você, como se você sempre fosse aquele que se machuca no final.
- Ah, tipo o que estou sentindo agora?
Eu quase ouvi a torneira se abrindo de novo, mas dentro de mim eu sabia que ela estava segurando o quanto podia.
Permaneci em silêncio, ouvindo ela respirando do outro lado da linha, provavelmente sentada na beira da cama, ou deitada com seu gatinho se enroscando em suas pernas.
- Você ainda está aí?
Estava. Não pensei duas vezes e desliguei o telefone.

Por que eu tenho que ser tão burro assim? Eu sempre estrago tudo.
Eureca! – Enquanto imaginava ela deitada na cama com o gato nos seus pés, lembrei me do dia em que ela ganhou o gatinho e me ligou, ele miava horrores e ela acompanhava seus miados (era assim que eles conversavam), eu jurei que ela era muito doida - mal sabia o quanto eu iria ser louco por ela. Isso me fez lembrar que foi nesse mesmo dia em que ela leu um texto maravilhoso para mim, dizendo que seria minha até o fim do dia e que era só isso o que ela sabia. Ela ficou comigo por aqueles cinco meses, passamos por tantos problemas juntos, também enfrentamos particularidades, porém sem deixar o bem do outro de lado. Nós brigamos por cada coisa estúpida, mas a parte boa dessas brigas sempre veio depois, onde ficávamos aninhados no pescoço do outro, e nos beijávamos horas a fio.
Meu coração saltitava tanto naquele tempo, e estava explodindo dentro de mim, dizendo: deixe de ser estúpido, ela é sua até o fim do dia, tem sido assim por, exatamente, duzentos dias. Cuida dela, cara. Por que tem que ser tão complicado assim? Vamos lá!

Quando me dei conta, já havia pegado a moto e saído de casa, olhei o painel de forma rápida e me dei conta que estava a cem quilômetros por hora, diminuí a velocidade ou minha alma ia chegar na casa dela antes de mim.
Vez ou outra o sorriso dela aparecia na minha mente como se estivesse num caleidoscópio: em todo canto estava o sorriso dela, aquele mesmo que sempre me traz paz me pondo em êxtase e, por ora, eu mal podia beijá-lo como de costume.
Acelerei a moto, e quinze minutos depois estava a milésimos dela.
Respirei fundo e pus toda coragem do mundo na mão para bater na porta.
Toc Toc Toc.
Quando a vi abrindo a porta, olhei seus olhos úmidos, sua boca entreaberta, e a beijei.
- Eu sou um grande idiota. Você é perfeita, eu te amo.
- Eu tenho tanto medo de perder você.
Abracei-a mais forte e beijei sua testa.
- Quer entrar? – Seus olhos sorriram para mim.
Concordei, saí do mundo lá de fora que é cruel e injusto, e assim o fiz, entrei na sua casa, de volta para a vida, porque, fazendo uma analogia à Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças “Você ama quem você ama, não importa porque você ama.
E, por isso, eu transbordei.


(Com eu lírico masculino/Novembro de 2015)

23 de agosto de 2017

Série: coisas que escrevi e deixei pra lá



O que eu mais faço na vida é escrever, escrevo sobre o meu gatinho que não mora mais comigo, sobre o suor do meu amigo, sobre o frizz do meu cabelo, sobre meus olhos expressivos, a oleosidade da minha pele e a alergia por causa desta, sobre coisas, palavras e sentimentos afins... Afinal, tudo é poesia.
Um minutinho, recebi uma mensagem.

Voltei. Foi Yves, minha xícara de inspiração, o cara que me beija com a boca cheia de brigadeiro porque sabe que fui proibida de me dar esse prazer, e ninguém pode falar nada, não estou comendo brigadeiro, estou beijando meu namorado, tão delicioso quanto. Ele é o cara que olha pra minha mão ocupada e depois pra mim, e eu entendo que ele quer segurar minha mão, o cara que conheço há quatro anos, e que exatamente há seis meses me beijou pela primeira vez, e me ferrou pelo resto da vida, porque estou destinada a passar os enfins com ele do meu lado, o cara quem eu disse “eu te amo” pela primeira vez. O cara que sempre está comigo, e que faz de tudo para não brigarmos, e quando o fazemos, as coisas sempre melhoram, o amor sempre aumenta.


E é assim que deve ser.