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8 de novembro de 2015

As Minhas Verdades E Tudo Que Você Nunca Quis Ouvir



Você pode ler ouvindo Avril Lavigne - Not Enough

Antes de mais nada quero te dizer que, de todas as cartas que já escrevi pra você, essa é a mais verdadeira, a mais franca, sem nenhum pingo de comedimento nas palavras. Nunca fui de gostar de magoar as pessoas, mas essa é pra você que tá no meu pé.

Parte de mim até ri com isso, sabe, morena. Toda essa sinceridade, sem nenhuma frase de efeito. E a outra parte tem medo de que, em algum momento, depois do “depois”, eu venha a pensar na burrice que eu fiz mandando-te ir embora. Talvez, eu seja burro só de escrever isso. Mas, eu nunca deixei de te escrever sobre o como eu era grato por ter você na minha vida, ou quando eu sentia medo de não ser correspondido, ou medo de você está brincando comigo. Por isso, vir expor minhas verdades.

A verdade é que eu estava tão desesperado para me livrar dos sentimentos antigos, que eu me agarrei a primeira coisa atraente, o primeiro bolo que tinha cara e gosto bom. Me joguei na primeira liquidação do livro que sempre teve minha admiração. Talvez eu tenha sido burro quando deixei o beijo de só um dia, se tornar a vontade de ter você nos meus braços todos dias da semana. E hoje, enfim, entendo o sentido da frase “não é você, sou eu.”

Porque sou eu mesmo. Eu que quis sentir algo por você, eu que jurava está com o peito cheio de amor, mas o que eu sinto nada mais é do que medo de ficar sozinho e voltar para as longas noites, pensando nos casos antigos.
Hoje eu decidi que tá tudo bem ficar sozinho, tudo bem você não sentir nada por ninguém, tudo bem brincar com um ou dois corações por semana, só pra massagear o ego. Ora, o que é uma vida sem um pouco de diversão? Já fui brinquedo no playground, mas agora quem pega os bonecos sou eu.

Também é você. Você também tem parcela de culpa nisso. Eu te entendo porque eu já fui a parte ativa nessas situações, eu já fui o bobo, o idiota que mandavam ir embora, já me doei por um longo tempo para uma pessoa, e acabei catando os pedaços da droga do meu coração no chão do quarto da mesma.
Já fui pisado muitas vezes; e eu não quero fazer isso contigo, eu só tô sendo sincero, estou lhe contando a verdade antes que a coisa fique mais séria.
Pra ser sincero, eu estou titubeando na ideia de te entregar isso porque você é boa demais pra mim te deixar ir embora. Essa crise de consciência parece um daqueles dias em que você se prende aos baixos e idas da vida.

Eu estou com vontade de escrever alguma coisa bonitinha, pra apaziguar mais as coisas, mas não sai nada. É fato que o conjunto seus olhos e sorriso é perfeito; é fato que seu toque é hipnotizante; mas, isso pra mim é puro desejo. É fato que eu vou sentir falta de te ver prendendo o cabelo, sem se importar em como vai ficar, vou sentir falta de ouvir sua risada pelo telefone, a risada que sempre me trouxe paz. Mas, isso não é pra mim. Talvez eu não seja tão bom assim, talvez eu não mereça. Eu estou sentindo um certo medo do que eu vou me tornar, mas, eu vou ser o que eu tiver de ser.

Ontem falando comigo, você me mostrou uma música, alguma coisa sobre que quem fala muito sobre amor, na verdade não quer ninguém - algo assim, não lembro; eu perguntei se você estava sendo irônica porque eu vivo falando de amor; você não tem ideia da vontade que eu tive de te mandar ir embora naquela hora, mas eu tenho dignidade, fazer essas coisas por celular é ser muito insensível em relação ao outro. Em relação a você, que sempre foi um doce e tão cuidadosa comigo.

Então, eu vou te dar mais essa semana para participar das coisas boas que estão acontecendo comigo, e isso me leva a citar o fato de eu estar passando uns maus bocados, e você só tá piorando as coisas cobrando o meu tempo que tá pouco e falando sobre como eu deveria entender.

Mais uma semana, meu bem. Uma única semana pra você descobrir que eu não vim preencher o vazio de ninguém, eu quero é transbordar.