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5 de dezembro de 2015

O Amor É Uma Batida

Via weheartit




Em estudos feitos por mim mesma, o amor é uma batida, logo, vai doer.
Batimento cardíaco é a coisa mais pura de se ouvir: é vida - muita coisa envolvida.
Às vezes me pego deduzindo o motivo de nosso coração bater tão forte quando estamos no útero de nossas mães (sou subjetiva: o  coração não serve, apenas, para bombear sangue).

Inicialmente achei que era ansiedade e excitação para conhecer o mundo que nos espera, ver os rostos das pessoas que vamos amar (se nós fomos destinados a determinado útero é porque essas pessoas que vão nos conhecer merecem ser amadas) e generalizo sim, todo mundo merece ser amado.

Pensei que podia ser medo de, também, todas as coisas que nos esperam, medo do desconhecido.
Talvez, o coração só esteja brincando num pula-pula para se acostumar com os altos e baixos da vida, ou, então, tentando chamar atenção porque, desde já, sabe o quanto é especial e merece ocupar seu lugar de forma digna. 

Foram vários motivos que passaram na minha cabeça, e, sim, é tudo isso resumido na seguinte tese: o coração bate forte e apressado porque tem medo da dor, e anseia que ela passe logo (sofrer com antecedência é tão corriqueiro). Ele sabe que vai e tem que doer, é preciso, ele só quer aproveitar as coisas boas no seu máximo.

Vai  ter dedo mindinho na quina da estante, braço quebrado, o cara que nunca gostou de você de verdade, a garota que você nunca teve coragem de declarar seus sentimentos, vai ter os que vão partir "para outra melhor", desrespeito, intolerância, desumanidade, dissabores são inevitáveis, põe açúcar, adoça, sorri.

O coração sabe que um dia vai ser quebrado, a pressa é só para sorrir mais, abraçar mais, beijar mais, amar mais. A pressa é só para provar que um dia, mesmo que tenha pedaços subtraídos, ou diminua o ritmo para tirar lição das dores, ele vai continuar vivo.