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9 de dezembro de 2015

Sobre Mãos E O Que Nós Tanto Fazemos


Você pode ler ouvindo Miley Cyrus - Wrecking Ball

Quando a gente é criança para atravessar a rua queremos nos soltar e sair correndo... ser livres. E essa é só uma das coisas que mudam quando crescemos.
Com o passar do tempo tudo se torna monótono e (ou) trágico, e nunca sabemos quem ser até que nos encontramos. Sabe aquele nhenhenhém? Para de fazer efeito, somos obrigados a engolir o choro de vez e seguir em frente, move on, honey.

Quando crescemos tudo o que queremos é poder andar de mãos dadas com alguém que a gente gosta, quer bem, que aceita com todos os defeitos, que, enfim, amamos.
Nós fazemos questão de desacelerar o passo, diminuir o ritmo pra usufruir o máximo do passeio. Nos agarramos a isso com todas as forças, porque viver nesse mundo é estar prestes a cair, e esse sentimento que nos deixa atônitos, porém felizes é a linha que nos mantem a salvo.
Perceber que alguém é bom o suficiente, mesmo estando na mesma situação que você, é incrível: ele estica um pouco, a poeira cai em cima dos seus olhos, só para poder segurar sua mão, e isso é forte. Esse tal de amor é forte.

Eu me esforcei tanto, seu Zé. Ainda tenho marcas e arranhões de tanto tentar segurar a mão de alguém como fazem nesses filmes de Hollywood, ou como duas pessoas que estão dispostas a lutar uma pela outra, até o fim. 
Mas, sabe como é, eles sempre dizem: 
Não era pra ser.