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11 de dezembro de 2015

Vai Doer, Acontece


Você pode ler ouvindo Ariana Grande - Die in your arms

Dias atrás conversando com um dos pedaços do meu coração, eu falei sobre quão é bom chorar, que faz bem para alma. É importante lavarmo-nos das coisas ruins, dos sentimentos que nos fazem mal. Mas, antes de tudo é preciso doer, é preciso sentir o ardor do álcool gélido em cima da ferida.
E, querendo ou não, as pessoas têm o direito de sentir as suas dores, mesmo que elas deem um nó bem forte na garganta, graças a Deus eu tenho as palavras para serem escritas. Por isso, escrevo agora, nesse momento de dor para aliviar o que está entalado na garganta, e que dói falar.

“Dor? Eu te aconselho a parar, menina. Há milhares de pessoas com suas imensas e íntimas dores essa noite.” É verdade. Mas, acredito que todas as pessoas, sem exceção, têm suas dores e respectivos motivos dentro de sua realidade.
Sei que nesse exato momento tem alguém chorando a dor da perda de outro alguém. Sei que há crianças sofrendo abuso sexual e não podem falar. Há as que se prostituem porque precisam se manter, se alimentar. Há os que roubam, os que matam, os que morrem... há imensas dores em cada coração mortal.

Há, também, aquelas que dançam, como eu – não hoje, não agora, estou com uma dor fina na coluna e, ainda assim, não se compara ao pesar das palavras que não querem sair pela boca, e estou parindo letras, letras e mais letras, afinal, minha mão é um útero. 
Essas pessoas cantam, dançam e não se importam com os julgamentos das pessoas, mas no fim das contas, dos porquês, são pessoas sensíveis, e que se importam sim.

Toda pessoa por mais durona que pareça ser, por mais sorrisos e rebolados que dê, tem um coração sensível. E, pra mim, essa é a única coisa que importa no mundo.