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28 de maio de 2016

Bebela, eu tenho uma resposta

By Reproduction.
Você pode ler ouvindo Red Hot - Scar Tissue

“Qual maior loucura você já fez por amor?” Isabela Freitas perguntou dia desses no Facebook, então, eu tenho a minha resposta.
Por amor, nós fazemos muitas coisas, usamos e abusamos da criatividade, usufruímos dos artifícios mais bobos e fazemos que seja algo grandioso. Talvez o fato de eu estar dando uma resposta a pergunta da Bebela seja uma dessas loucuras, esse parágrafo ainda não demonstra o motivo, então, senta do meu lado e me acompanha?
Há não sei quantos anos atrás eu sonhei que o carinha que eu gostava havia morrido (detalhe: ele não gostava de mim, pelo contrário, me humilhava na frente de todos, enquanto eu mandava cartinhas “anônimas” pela rádio do colégio para ele), acordei por volta das duas da manhã, comecei a me contorcer na cama e a soluçar de tanto chorar. Três, quatro, cinco horas, e lá estava eu com bolhas no lugar dos olhos, com o coração doendo, sem saber o que fazer, eu só queria entrar numa caixinha miúda e ficar lá pra sempre. Me lembro de ter levantado e ido ao banheiro, me olhei no espelho, ainda chorando, exatamente como fiz dois minutos atrás.
O amor é essa coisa que todo mundo almeja, todo mundo quer dar uma mordida. Amar é você não conseguir explicar, é você ficar parado tentando encontrar alguma resposta dentro da cabeça e só conseguir suspirar e admitir que não sabe. O amor é isso, suspiro de quem não sabe. Amar é se entregar de bandeja, sem saber se o outro quer experimentar um pedaço do bolo, é você dar cada pedacinho seu, ciente de que aquela pessoa pode, apenas, roubar umas partes de você e ir embora. É não saber onde está se enfiando, mas se jogar de vez, é dar cara a tapa e não ter vergonha de admitir que sente falta e que está com um nó na cabeça por tentar explicar, é você entregar seus sentimentos (todos eles) numa bandeja e esperar que a pessoa compreenda a sua bagunça, e tentar compreender a dela também.


Amar é, acima de tudo, se entender, se compreender, ou ao menos tentar. Então, Bebela, a maior loucura que fiz na vida foi amar.