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10 de junho de 2016

Um sonho de sete dias

Ariana Grande *capture video Into You*

Eu quero beijar seu sorriso, aterrar minha cabeça no teu peito e brincar com minhas mãos nas tuas
costas. Quero agora. Volta aqui. Diz, de novo, que quer ficar comigo e vem até aqui me ver, me beijar, me a(mar), me faz inundar meu corpo e minha alma com essa vontade inteira de mais um pouco de você.

Volta. Eu sei que faz uma hora desde que você esteve aqui, mas qual o mal em querer de novo? Quero mais. Muito mais. Permanecer caindo de sonho, com os olhos quase fechando ao sentir teus lábios encostando na minha testa, quero abraçar-te forte e desejar permanecer dentro dos seus braços pra sempre, e quando eu disse que seu abraço era melhor que meu colchão, disse ciente de que não seria tão monótono (apesar do turbilhão de sentimentos transbordantes), porque em você eu não dormiria, ou talvez sim, mas por pouco tempo.

Eu quase sinto suas mãos tocando as minhas, como se brincasse de pega, pra ver quem vence quem, se sou eu com meu carinho, ou você com seu medo.
Se você tem algo pra me dizer, melhor usar suas mãos. Porque de mil mãos, eu escolheria as suas. De mil toques, eu escolheria o teu.

Ninguém compreende como uma alma tão solta como a minha enlaçou bem com a tua. E olha que eu mal conheço você. Presta atenção porque eu não faço ideia de qual parte de você eu mais gosto, se é a que conheço ou a que me faz querer te conhecer.

Isso excita minha alma. Eu quero entornar minha boca na tua, e encontrar a válvula de escape quando for pega pensando nas possibilidades disso ser apenas mais um jogo (desses que estou acostumada fazer), eu quero acariciar seus dedos, enquanto divido minhas músicas contigo. Te ver sorrindo e tocar suas covinhas, brincando, se quando você nasceu o médico enfiou as unhas nas tuas bochechas e ficou assim, bonitinho quando sorri.

Eu tenho acordado achando que foi um sonho. Tipo, eu sei exatamente as palavras que devo usar pra descrever como me sinto quando cê tá perto, e sei que vou acordar achando que falei em algum sonho e quando me der conta de que falei vou entrar em pane. Porque te faria fugir. E essa é uma parte que odeio: como me sinto quando você não tá perto.

É estranho sentir tanto por alguém que se conhece pouco. É estranho sentir, mas eu sinto. E gosto do que sinto. Exceto pelo fato de que, eu sei, em algum momento vou ter que me acostumar com sua ausência.

Namoro. Juntos. Eu e alguém. Podia até ser uma piada com minhas amigas se não fosse você. Em uma situação normal eu te daria uns vinte minutos da minha noite, seguidos de uma longa semana ou meses de indiferença, sim, em uma situação normal.
Porém, dois corações assustados era o que tínhamos e uma porção de medos era o que contornava nossos sorrisos.

Sete dias foram suficientes, e eu ainda não acredito. Não acredito quando você veio me ver só porque achou que eu estava chateada, não acredito quando cê disse que não queria aproveitar o tempo que tínhamos (ou podíamos ter) porque iria gostar mais ainda de mim, e você não ficaria, você não podia ficar.

E mesmo sabendo que em algum momento você não vai estar lá, eu preciso de uma prova que foi real. Preciso de algo concreto e não apenas palavras (apesar de amá-las com todo coração), eu preciso de você, um pedaço de você. E eu sei que doeria tirar um pedaço da sua pele e me deixar de presente, com seu cheirinho, eu sei que é pedir muito. Então, por que você não bate aqui, na minha porta, e me puxa pra perto?

Fica mais um pouco, me deixa uma prova de que isso não foi um sonho.