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14 de abril de 2017

Talvez isso não seja um segredo, mas...



Você pode ler ouvindo Miley Cyrus - When I Look At You

Eu estava muito confusa quando te conheci, acho que por isso omiti e até menti sobre algumas coisas. Eu não sabia e nem sei até que ponto posso ir com você, mas, meu coração é intenso demais, eu sempre saio derrubando tudo, como um trem desgovernado, embora eu tenha medo do que pode acontecer, eu sempre vou lá e faço. Por isso ainda estou com você, por isso eu te disse que te amo, e digo agora, porque mesmo sem saber direito sobre o amor, eu amo você. Até não sei quando, mas eu espero que dure, e vou lutar por isso.

Quando eu tinha 15 anos, as coisas ainda davam errado pra mim. O amor era algo que eu ansiava, mas sempre nas pessoas erradas. E não falo isso só em questão de rapazes, mas de amigos mesmo, a gente nunca sabe, não é? Na época, uma amiga me apresentou a música Fifteen da Taylor Swift e tudo fez sentido, porque quando temos 15 anos, somos inocentes e ingênuas, e qualquer sinal de retribuição já nos faz imaginar coisas que nem sempre são reais, verdadeiras.

E, embora eu tenha errado em algumas coisas, eu tenho sido verdadeira em relação aos meus sentimentos. E eu até tenho tentado me controlar pra não extrapolar quando estiver expondo meus sentimentos, porque, às vezes você parece uma criança aprendendo a amar, aprendendo a engatinhar, e amor, tudo bem, porque eu ainda não sei o que é o amor, ou amar. Não tenho ideia, mas tenho lutado todos os dias para aprender. Luta comigo?

Eu te escuto, tento estar sempre perto, te ajudar, manter a calma, e até tenho tentado melhorar em alguns aspectos. Não sei se você sabe. Nem se eu deveria te contar, mas ok, lá vou eu.
Sempre que oro, eu peço a Deus por você, por nós, se formos um plano Dele. Tudo bem, tudo aconteceu muito rápido, mas é muito doloroso pensar na minha vida sem você, porque desde que nós começamos a nos conhecer, você está na maioria dos meus planos.

Eu quero acordar todos os dias do seu lado, quero resolver os problemas (porque eles irão acontecer), escrever para você e sobre você, te contar das minhas lembranças mais bonitas e construir novas contigo. Quero ver seu amigo fazendo piada sobre a gente e até dizendo qual é a nossa música, quero que você me ensine sobre futebol, até eu saber reagir e comentar sobre os lances do teu time preferido.

Quero fazer coisas que casais fazem dias de sábado e domingo, como fazer maratona de séries, comprar alguma pizza, sair pra ver o mar, carinho de dedo, abraço apertado, beijo na testa e olhar dentro do olho do outro quando quiser falar algo bonito sem precisar usar as palavras.

E eu vou precisar que esteja do meu lado porque eu ainda sou meio perdida e dou um pouco de trabalho para entender as coisas, e vou precisar de alguém comigo quando tudo der errado, ou algum dos meus sonhos forem frustrados.

Olha, por favor, não se torne um dos meus sonhos frustrados. Porque eu tenho apostado minhas fichas na gente, e embora eu na maioria das vezes perca pra você (jogando dominó ou baralho), e isso não seja um jogo, eu aceitaria de cabeça erguida perder algumas vezes, nem sempre estou certa ou tenho razão, e eu quero estar com você, não importa a condição.

Eu não quero ficar com você até amanhã ou o final do mês (detalhe que estou com medo do que a dúvida sobre minha estabilidade no trabalho e eu volte pra casa, fique longe de você, pode nos causar), o desejo que tenho parece insaciável, acho que se eu fosse uma bexiga que estivesse sendo enchida com meus sentimentos, eu já teria explodido. E, talvez eu tenha me controlado muito pra não mostrar todos os meus pedacinhos.




P.s.: talvez eu ainda não tenha te dito tudo, posso te contar mais tarde ou daqui uns anos quando soubermos o que vai acontecer? 

Segredos que decidi contar #1




Você pode ler ouvindo Taylor Swift - Fifteen

Eu achava ter conhecido o amor desde cedo, logo muito pequena, quando ainda era ingênua e inocente. Eu achava.

Com 8, eu gostava de um garotinho da escola e a gente ficava brincando debaixo da mesa enquanto a professora dava a aula, até ela nos pegar e nos colocar de castigo.
Com 11 anos, eu gostava de um garoto do colégio, que sempre marcava lugarzinho pra mim sentar ao lado dele, e me escrevia cartinhas, inclusive uma dessas me pedindo em namoro, e eu tinha que marcar um X na resposta e devolver depois.
Com 13 anos, eu gostava de um rapaz de 17, que era meio popular. Eu lhe escrevia cartinhas “anônimas” através da Rádio do Colégio, e todas às vezes tudo que eu conseguia era um monte de gritaria e muitas lágrimas rolando no meu rosto. Minhas amigas me ajudaram a superar isso, e eu sou muito grata por terem me mostrado que eu era mais.

Com 14 anos, dei meu primeiro beijo num rapazinho que conhecia desde os 12, e pra minha surpresa, era recíproco. Pena que ele não foi corajoso o suficiente pra ficar, e tudo bem, éramos novos.
Com 15 anos, gostei de um rapaz e me machuquei mais rápido do que uma chuva torrencial começando a cair. Logo depois achara ter encontrado o cara da minha vida, e ele nem era cheio de qualidades assim. Fiquei me deixando levar e tudo que ele fez foi brincar comigo como se eu fosse um livro que ele se recusava a ler (e ele adorava ler), mas folheava as páginas sempre que precisava de algum suspiro, alguma prova de sermos reais. E eu dei algumas provas, dei o meu máximo, só pra depois lembrar que não importa a quantidade, 10 vezes 0 será 0, 100 vezes 0 será 0 e 1000 vezes 0 será sempre 0.

Eu precisei de muito pra poder entender: estava procurando nos outros, o amor que só existia dentro de mim e somente eu podia me amar o suficiente pra me proteger dos meus erros. Então, eu me libertei e comecei a acertar.
Com 16 anos, comecei a me descobrir e gostei de um amigo que conhecia há anos, foi meu primeiro “eu te amo”, pra três meses depois já estar empurrando o namoro com a barriga. O cara certo, no momento errado. Logo depois, o cara errado no momento errado. Talvez, eu tenha me precipitado, eu precisava de mais um tempo pra me consertar. Os outros caras ainda estavam na minha cabeça, é nisso que dá trabalhar com lembranças. E tudo bem, continuamos vivos.

Com 17 anos, eu saí da casa dos meus pais, pra tomar um rumo, trabalhar e concluir o ensino médio. Mesmo depois de ter saído, ainda era muito difícil me desapegar da cidade e de todas as lembranças que ela me trazia, então eu meio que me perdi. Me envolvi com um cara que só queria saber de comer as menininhas e mesmo depois de saber dos sentimentos que eu nutria por ele, ele continuou apenas querendo comer as menininhas. Tudo bem, eu superei. Logo depois, fiz uns amigos que foram me ajudando a me ajeitar, só pra depois eu me perder novamente. Fiz coisas erradas, sabe. Me envolvi com uma galera legal, porém barra. Nesse tempo eu já tinha feito 18 e estava morando sozinha.

Conheci um outro cara, do trabalho, e fiz umas amigas por causa dele, a gente se envolveu, quer dizer, eu me envolvi muito. Pra depois eu descobri que era a outra e estava tapando algum buraco. Mais uma vez, comecei tudo de novo.

E lá estava eu, desnorteada, uma colega que conheci me jogou pra cima de um cara, dizendo que ele era legal e iria me ajudar, principalmente a não sair por aí ficando com todo mundo. Foram umas três semanas boas, divertidas, até eu simplesmente não querer mais e essa “amiga” começar a me pressionar a namorar com ele. Eu não queria, e eu descobri que quando você não quer uma coisa, você não faz.

Depois, consegui abrigo no trabalho e algumas coisas começaram a se ajeitar. Eu pude organizar minha cabeça e focar em algumas coisas que planejava, mas eu não imaginava que iria te querer, te conhecer, e depois de algum tempo estar com você...