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31 de julho de 2017

Frio demais... Quase queimando



As pessoas querem ouvir sobre o amor, sentir, ler e até mesmo escrever sobre ele (não sou a exceção desse caso).

Daqui alguns dias, estarei comemorando mais alguma primavera. Mais um inverno, na verdade, tive a bênção de nascer no friozinho de agosto para esquentar os corações que me tocassem. 

Desde que me conheço por gente, nunca havia desacreditado do amor. Não importa o que tinha acontecido, meu coração continuava pulsando, desejando mais. 

Eu tive o coração partido em mais pedaços que a paciência humana permite contar. Meu sorriso foi brecado tantas vezes que hoje só tenho uma forma de sorrir: como se fosse partir o rosto em dois, tentando convencer a alma que vai ficar tudo bem, mesmo que seja depois de beber um pouco com minha mãe e dançar até não aguentar mais, ou depois de assistirmos Titanic e ficarmos cantando (ou tentando) junto com Celine Dion e dançando enquanto eu imagino ser a Rose e meu cobertor ser o Jack. 

A questão é que a sensação que eu tenho é que me perdi um pouco de mim mesma e todas as minhas tentativas frustradas de dar amor tenham se transformado numa bola de neve rolando montanha abaixo e eu estivesse lá, esperando pra ser esmagada, ou até mesmo me transformado no iceberg que afundou o Titanic.

Porque parece que o amor que nasceu comigo e sempre pulsou nas minhas veias, tivesse feito uma bolha de sangue na testa de tanto que eu bati com a cabeça na parede e depois tivesse estourado. 

Dói. 
Tá doendo.
Eu preciso sentir que ainda estou aqui, que ainda sou amor, mesmo depois de todos os poréns. 

Quero fazer que as pessoas experimentem nadar no amor que sempre transbordou de mim. 

Você poderia chegar mais perto?
Pode me tocar um pouco? 
Você sabe que eu desmonto e minha pinta de inquebrável se desfaz cada vez que você me toca.

Pode me ajudar a perceber que ainda sou eu aqui?
Pode me amar só um pouquinho?
Por favor, seja aquela pessoa que quer me ouvir, ler, sentir e até mesmo escrever sobre mim. 
Pode, por favor, apenas, chegar um pouquinho mais perto? 
Preciso que alguém derreta esse iceberg, preciso que alguém me tire do fim da montanha ou esteja comigo para fazer o gelo derreter antes que me machuque mais. 

Você pode apenas reacender meu fogo?
Pode apenas fazer com que eu veja o amor que tá dentro de mim?
Porque mesmo depois de todos esses baques, eu o sinto queimando minhas bochechas como se tivesse se aglomerados nas maçãs do meu rosto e precisasse de dois beijos. 

Seriam dos seus lábios?